quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Algemas fritas! Soliteração!

Mundo pouco mais rápido engole
saliva de mansidão

se alimenta de excomungados
e ligeiros profetas que se confundem:
multidão.

são formigas mascarados esperando levante: açucar no alçapão
querem enganar os monstros
prende-los em armadilhas:
consideração.

mascarados nas gravatas de cetim estilizado
compadecentes, raros, se camuflam: não deixam rastros

fui sozinho
escrevi no moinho
que o escravo estava solto
mas não podia, sozinho,
liberar o engodo

Viva a democracia,
gritavam tolos

morros, favelas livres,
menores aprendizes,
ipisilideres do passado

escondidos, famigerados
famintos: de dormir em si mesmos
na noite escura: da evolução.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sem pés idas

Me precipitei naquele suor calcificado
nas antenas da solidão

era eu, desnudo, amplificado, apaixonado
num vórtice de químicas sem equação

aprendi de me ver
sozinho
esquecer de você
e entender a poesia complicada que você tentava
me engolir
rigidamente

cuspir.

Era eu, deitado, no ósculo,
concha, colchetes, pernas
peitos
sem mim
pra sempre

queria é entender
pra depois esquecer
como pílula esquecida no bolso
precaver

como seria se tivesse
sido
pra sempre

eu e você

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vento


e o garoto controlava o fio em sua mão. desviando de correntezas de ventos inseguras, de nuvens não-elefantes aquela pipa tecida por sua mão

uma força do vento qse q maior que ele, mas por acontecer em segundos descompassados verificava e afirmava toda elegância de sua gravidade.

parecia ser consciente de cada gesto que com esmero desviava seu aéreo engenho de pedregulhos galacticos perdidos em seu céu.

qndo se viu, já era o próprio elegante guia de uma charrete parabolicamente singular àquela filosofia platonica: ele, seus vícios e virtudes

aquela pipa lhe levara intra-reticulamente a cada desvio de caminhos obscuros de sualma. era um cavalo desbravando uma floresta nova: s'eu.

jubilou seus atos em arquimedianos arcos num profundo mar de verdades. eram arcos de arcaicas molduras: esmeraldas invisíveis enfeitavam.

renegou simbolicamente aquelas representativas e se viu na virtualhagésima dimensão. anáforas lhe eram ouvidas: volte verdades vividas. era.

e num espiral esquecido, se viu ascender naquela q já não era mais sua camada epitelial terraqueamente conhecida: estava nú, em consciencia
e se dissesse q estava em casa, iria repetir contos. estava em causas: vivndo e abortando missão em cada mente q quissesse experimentar voar

domingo, 11 de dezembro de 2011

Q-u-e-da


já que estava caindo
levantei os braços e desejei postegar a queda
prendi pensamentos de longa duração num fastioso caminho de retorno.
havia inimigos: gravidade, medo da queda e solidão.
desejei ao menos que no fim da queda tivesse navalhas de occam
que me dividisse em pequenas partes de mim mesmo: na simplicidade alegórica da re-construção do que julgaria ser eu.
e investido no pensamento pesado e temporal, cujo relativismo me fez passar trilhares de vidas criando situações, condições e meios,
de repente, expirou o tempo do último suspiro neural e tomei conta da realidade da queda novamente: estava eu, há pouco, perto de mim mesmo: num absoluto escuro, onde apenas a consciência habitava e tomava eco.


e decidi não mais pensar: mas entender a queda, o retorno, a violência de cada 9,98 metros em cada segundo despencado. revi alguns mestres, de branco, abordando lições já gravadas no peito. revi amigos, conquistas, medos e pesadelos.


até que acordei: e já estava em casa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

vinte a mim 20 11 20 11

pelas pernas
entre-laça-das
nós
deitados
vendo estrelas

sorriso de
descobertas - sem lençol

um frio amortecido pelo calor de apenas estar em cont
ato
com você

idos
idéias
carinhos
ninho
num braço
laço
repetir


vem
a
mim.
logo
ficar
assim: construir.

se jogar: de olhos abertos
em
nós
a sós
sentir.