terça-feira, 1 de julho de 2008

Quero-te, Poesia

Tateando o rosto da misericórdia
de sentir, fazer e agir
estive longe, galgando minunciosidades fulgazes e vulgares
para alimentar minha acortinada vida de menos cetim
rusticalizando, rusticiando, ruthiando, rutherizando
caminhando
a vida.
Mas saudades tenho desse estroço cândido da arte
falerando minha antiguês, minha altura e minha promessa
mas que justo é minha volta
mas que melado faço: Eis
Quero arte e aqui estou

domingo, 29 de junho de 2008

Nada

E porque diante do Tudo, nos tranformamos em nada.
Um nada celestial, capaz de pensar na sua nada-forma e nada-inteligencia
de repente, tudo é preto, como a cor do nada.
Engolindo-nos, ferozmente, como quem sacode
inteligentemente a azeitona - de nada serve
E o nada engolindo-nos percebe que dentro de nós já é nada
Então desiste
e vai pra outro mundo
buscar seres
que nao tenham tanto nada
como nós

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Cíclica vida

vedes que sou marca
serena cicatriz da vida
matéria áspera
só polida pela martiridade
v-i-d-a

ano novo
chega junto
fala em mim
que me queres
gentileza
me adianta
furo buraco na consciência
preciso de ti: esperança
para mim: paciência

um
janeiro
paz
ferve
mar
ponto
abriu
a esperança
amanheceu
jubileu
juzar
a gosto
de tempero
Seth, na porta da tumba
Ou foram oito
Nó que vibra
Que acabosse
não no Dez
Mas no 12
E assim fecha o ciclo
ocultado pelos versos
não escritos.
Que te aguardam, benditos!

Vem com tudo, ano feliz.
é por isso que te aguardo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Acordar a vida

Apelada forma de escrever
Os sonhos cambiam as formas
se moldam, é um tracejar fácil e ágil
querendo se distanciar do apogeu mentira.
Regula, planifica, socializa minha vida.
corda firme que sustenta o ócio e verdade se forma: poesia.
já secou o árido, molhou a brisa
nela esqueci-me de mim
é só ela: me pega
me devora
faz-me olvido o passado
a teoria vida me deixa mais pesado
me voa, poesia.
Pois assim és: minha pomba branca
voar galante, esdruxulante gramática de fácil entendimento: pois é vida
Não se interpreta, se goza...
Assim como é o gozo: só outro queremos.
Fácil: poesia; Ainda que sem rima.

domingo, 4 de novembro de 2007

Não se suje.

Boa Viagem
sujeira
prédios
gente
bêbados
gatilhos
em ressaca
côcos
cocôs
boiando
n'água...

Fim de feriado: obrigado, viva a rotina, a natureza agradece.